O Pix continua ampliando presença nas transações financeiras dos sergipanos. Os pagamentos feitos por pessoas físicas por meio do sistema movimentaram R$ 11,5 bilhões em Sergipe em agosto de 2026, ante R$ 10 bilhões no mesmo mês do ano anterior, segundo dados do Banco Central. O avanço foi de 14,8%.
O número de transações também cresceu em ritmo superior ao valor movimentado. Foram 72 milhões de operações em agosto, contra 62,1 milhões no mesmo período de 2025, aumento de 16,1%. Para Jussara Marques, analista de Desenvolvimento de Negócios da Central Sicredi Nordeste, essa alta está relacionada às características que diferenciam o Pix de meios de pagamento tradicionais.
“O crescimento contínuo do Pix mostra como o consumidor incorporou os pagamentos instantâneos à rotina. A combinação entre rapidez, disponibilidade e praticidade mudou a experiência de pagar e receber, enquanto as empresas também passaram a utilizar o sistema como uma ferramenta de gestão financeira e de relacionamento com seus clientes”, aponta Jussara.
Segundo os dados do Banco Central, o número de pessoas físicas que realizaram pagamentos por Pix também aumentou. Passou de 1,42 milhão em agosto de 2025 para 1,51 milhão em agosto deste ano, crescimento de 6,2%. Isso significa que cerca de 68% da população do estado usaram o Pix no mês passado.
A concentração populacional também aparece na distribuição das operações entre os municípios. Aracaju e Nossa Senhora do Socorro, as duas maiores cidades de Sergipe, movimentaram juntas R$ 5,32 bilhões em pagamentos feitos por pessoas físicas em agosto, o equivalente a 46,3% de todo o valor registrado no estado.
Empresas ampliam participação no Pix
O crescimento também aparece nas operações em que o pagador é uma pessoa jurídica. O valor dessas transações passou de R$ 5,3 bilhões em agosto de 2025 para R$ 6,5 bilhões em agosto de 2026, alta de 22%. O número de transações realizadas por PJs avançou ainda mais: passou de 3,2 milhões para 4,1 milhões, crescimento de 26,6%.
Entre as funcionalidades criadas especificamente para atender às necessidades das empresas está o Pix Cobrança, que permite gerar cobranças por QR Code ou Pix Copia e Cola, com possibilidade de pagamento imediato ou em data futura. Outra função voltada às empresas é o Pix Automático, que permite ao cliente autorizar uma única vez pagamentos recorrentes, como mensalidades e assinaturas.
No Sicredi, por exemplo, algumas cooperativas oferecem, de forma negociada, a isenção de tarifas para empresas em seus canais digitais, como aplicativo e Internet Banking. A instituição também disponibiliza soluções completas para o segmento corporativo, incluindo Pix Cobrança, Pix Automático, integração por API e recebimento por QR Code.
Em Sergipe, o Pix para associados PJ da cooperativa atingiu 156,1 mil transações em julho de 2026, ultrapassando R$ 463,8 milhões. O montante movimentado representa um crescimento de 41,6% em comparação a julho de 2025, impulsionado por um salto de 29,1% na quantidade de operações.
Para o Consultor de Negócios da Central Sicredi Nordeste, José Carlos Almeida, a ampliação dessas ferramentas acompanha uma mudança na maneira como as empresas administram seus recebimentos.
“Para o empreendedor, o Pix deixou de ser apenas uma forma de receber pagamentos e passou a fazer parte da gestão do negócio. Hoje, existem soluções que ajudam desde o recebimento imediato de uma venda até a automação de cobranças recorrentes, permitindo mais praticidade, controle e previsibilidade no fluxo de caixa”, afirma o especialista.





