Sergipanos afirmam que a alfabetização deve estar entre as principais prioridades para os próximos anos

Garantir que as crianças aprendam a ler e escrever na idade certa está entre as principais demandas dos sergipanos para a educação. Para 48% dos moradores do estado, assegurar que todas as crianças sejam alfabetizadas na idade certa deve ser uma das principais prioridades educacionais dos próximos anos, à frente da ampliação dos cursos técnicos para jovens do ensino médio (43%).

Os dados fazem parte da pesquisa “O que a população pensa sobre a educação | 2026”, realizada pelo Instituto IDEIA e encomendada pela Fundação Itaú, Fundação Lemann, Instituto Natura, Instituto Sonho Grande, Instituto Unibanco e Todos pela Educação. Em Sergipe, o levantamento ouviu 800 moradores com 16 anos ou mais, entre 29 de junho e 4 de julho de 2026, com nível de confiança de 95% e margem de erro máxima estimada de 3,5 pontos percentuais para mais ou para menos.

Sete em cada dez veem como possível a alfabetização de todas as crianças

A ideia de que a alfabetização deve alcançar todas as crianças é acompanhada pela confiança de que isso é possível: 70% dos sergipanos concordam que é viável alfabetizar todas as crianças, independentemente de sua origem socioeconômica ou raça. O resultado mostra que, para a maioria da população, a origem da criança não deve ser uma barreira para que ela seja alfabetizada.

A pesquisa também revela uma percepção dividida sobre o que significa estar alfabetizado. Em Sergipe, 31% discordam que uma criança que consegue ler palavras e escrever frases simples já possa ser considerada alfabetizada, mesmo que ainda tenha dificuldade para compreender textos. Mas cerca de 38% concordam com a afirmação e 32% não concordam e nem discordam, o que mostra que o debate sobre o processo de alfabetização ainda não é unânime entre a população.

Três a cada dez veem as crianças aprendendo no ritmo esperado

Ao mesmo tempo em que a população de Sergipe aponta a alfabetização como uma prioridade, a percepção sobre o ritmo atual de aprendizagem revela um desafio, com a população dividida. Enquanto 35% concordam que os estudantes estão aprendendo a ler e escrever no ritmo esperado, 32% discordam. Os dados evidenciam, portanto, uma divergência na avaliação da população sobre o ritmo em que ela vem acontecendo.

“Em Sergipe, 7 em cada 10 pessoas acreditam ser possível alfabetizar todas as crianças, mas ainda é preciso avançar para garantir que elas aprendam na idade adequada. Por isso, é fundamental  manter a alfabetização no centro das políticas educacionais, com ações que garantam não apenas o domínio da leitura e da escrita, mas também a compreensão necessária para que cada criança continue aprendendo e amplie suas oportunidades ao longo da vida”, afirma Felipe Proto, vice-presidente de Educação da Fundação Lemann. 

Sobre a Fundação Lemann

A Fundação Lemann é uma organização filantrópica familiar, independente e apartidária, que desde 2002 fortalece a educação pública e apoia o desenvolvimento de lideranças diversas e representativas. Juntos, somamos forças com organizações, especialistas e Centros de Pesquisa, investimos em iniciativas inovadoras e produzimos conhecimento aplicado para impulsionar mudanças sistêmicas. Até 2031, nossas ações estão focadas na alfabetização na idade certa, na recomposição das aprendizagens com equidade racial e na conexão de lideranças comprometidas com a transformação do Brasil.

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