Alta do Seguro Habitacional acompanha expansão do mercado imobiliário e do crédito em Sergipe

Entre janeiro e novembro de 2025, de acordo com a Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), a arrecadação do seguro habitacional em Sergipe somou R$ 54,2 milhões, alta de 32,1% em relação ao mesmo período do ano anterior. No mesmo intervalo, as indenizações pagas alcançaram R$ 14,8 milhões, crescimento de 39%. Os números indicam maior volume de contratos com seguro atrelado ao financiamento imobiliário e um ambiente de expansão das operações habitacionais no estado.

O desempenho do seguro habitacional acompanha o avanço do crédito imobiliário, especialmente no segmento de habitação social impulsionado pelo Minha Casa Minha Vida (MCMV). Em 2025, o programa manteve papel central na política habitacional nacional, com retomada de contratações e maior previsibilidade para construtoras, agentes financeiros e seguradoras. Em Sergipe, o efeito se reflete no aumento do número de financiamentos formalizados, que obrigatoriamente contam com seguro habitacional vinculado.

O cenário foi reforçado pela criação do Programa Casa Sergipana, instituído pela Lei nº 9.607/2025. A iniciativa prevê subsídio estadual de até 20% do valor do imóvel, com teto em torno de R$ 60 mil, que pode ser somado ao subsídio federal do MCMV. Na prática, a combinação dos dois mecanismos pode ultrapassar R$ 100 mil em apoio financeiro ao comprador, reduzindo a necessidade de entrada e o valor a ser financiado, o que amplia o acesso ao crédito e, consequentemente, a contratação do seguro habitacional.

Segundo a Associação dos Corretores de Imóveis de Sergipe (ACI/SE), o ritmo de vendas do mercado imobiliário sergipano cresceu 2,6% em 2025, mesmo em um contexto de maior seletividade do crédito. A demanda manteve-se estável ao longo do ano, sustentada pela valorização de áreas estratégicas e pelo interesse contínuo de compradores finais e investidores.

Aracaju manteve posição de destaque no cenário regional. Levantamentos do setor apontam a capital sergipana entre as cidades com maior valorização imobiliária em 2024 e 2025. Ao mesmo tempo, Aracaju segue como a capital com o metro quadrado mais acessível do Nordeste, com valor médio de R$ 4.885/m², fator que contribui para a atratividade de novos empreendimentos e para a expansão do crédito habitacional.

Até dezembro de 2025, o MCMV já havia entregue 711 unidades habitacionais em Sergipe, considerando o acumulado desde 2023. Ao longo de 2025, o Ministério das Cidades e o Governo de Sergipe anunciaram a contratação de mais de 1.300 novas unidades em municípios como Simão Dias, Lagarto, Campo do Brito, Nossa Senhora da Glória e Nossa Senhora do Socorro, com investimento aproximado de R$ 205 milhões. Também foi divulgado que o estado contava, naquele momento, com 5,7 mil unidades em obra.

Para Cybele Neumann, diretora do SindSeg BA/SE/TO em Sergipe, o conjunto desses fatores, expansão do MCMV, subsídio estadual complementar e dinamismo do mercado imobiliário, ajuda a explicar a elevação consistente da arrecadação e das indenizações do seguro habitacional em Sergipe. O movimento sinaliza não apenas maior volume de financiamentos ativos, mas também um ciclo de maturação do mercado, no qual o seguro cumpre papel central na proteção do mutuário, das instituições financeiras e do próprio sistema habitacional.

O Seguro Habitacional é obrigatório em financiamentos imobiliários. Esse tipo de seguro é exigido pelos bancos e instituições financeiras ao concederem um financiamento para a compra ou construção de um imóvel. Ele garante a quitação do saldo devedor do financiamento em casos de morte ou invalidez permanente do segurado, bem como a cobertura de danos físicos ao imóvel financiado.

Fonte: Flávia Ferreira, Assessora de Imprensa do CNseg e Rodrigo Alves, Assessor de Imprensa do SindSeg BA SE TO. Foto: divulgação.

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