Seguro automotivo cresce 4,79% em Sergipe

A arrecadação com seguros automotivos em Sergipe registrou crescimento de 4,79% em 2025 na comparação com o ano anterior, alcançando mais de R$ 18,8 milhões em dezembro, frente aos R$ 18 milhões contabilizados em dezembro de 2024, de acordo com dados da Superintendência de Seguros Privados (Susep), órgão responsável pela supervisão do mercado de seguros no Brasil.

O movimento observado no estado acompanha uma tendência nacional. Em todo o país, os prêmios do seguro automotivo registraram alta no período, refletindo mudanças no mercado de veículos e no comportamento dos consumidores. Entre os fatores apontados por especialistas estão a valorização dos automóveis, o aumento dos custos de reparação e a ampliação da frota circulante, além de novos riscos percebidos pelos motoristas.

“À medida que os veículos permanecem valorizados e os custos de manutenção e reparo aumentam, a contratação do seguro se torna uma escolha cada vez mais estratégica para as famílias. O mercado também tem incorporado novas coberturas e serviços que ampliam a percepção de valor das apólices, acompanhando as necessidades dos usuários e contribuindo para uma proteção patrimonial mais completa”, afirma Gabriela Nóbrega, analista de desenvolvimento de negócios da Central Sicredi Nordeste. 

Dados do Sicredi em Sergipe confirmam um movimento semelhante dentro da cooperativa. O volume de seguros automotivos contratados atingiu um volume de R$ 12,2 milhões em dezembro de 2025, o que representa um crescimento de 68,8% em comparação com o mesmo período do ano anterior.

Entre os fatores que ajudam a explicar esse avanço está a valorização dos veículos no mercado. Diferentemente do que ocorria em décadas anteriores, quando os automóveis perdiam valor rapidamente após a compra, os preços de veículos novos e seminovos têm se mantido elevados. Como o valor do prêmio do seguro é calculado com base no preço de mercado do veículo, a manutenção da Tabela Fipe em patamares mais altos também impacta diretamente a arrecadação das seguradoras.

Outro elemento que influencia o setor é a expansão da frota, incluindo a chegada de novos modelos híbridos e elétricos. Esses veículos possuem tecnologias mais complexas, especialmente nas baterias e sistemas eletrônicos, o que exige mão de obra especializada para reparos e tende a elevar o custo das apólices em comparação aos modelos movidos apenas a combustão.

“O seguro ajuda o comprador a preservar seu investimento desde o primeiro dia, garantindo tranquilidade diante de imprevistos. Essa percepção tem aumentado no público e ampliado a base de consumidores do mercado de seguros. Somando a isso a demanda dos veículos mais modernos, temos um aumento nos valores segurados e, consequentemente, no volume de prêmios arrecadados”, acrescenta a analista do Sicredi. 

A demanda também é influenciada pela percepção de risco por parte dos proprietários de veículos. Crimes relacionados ao setor automotivo passaram a incluir furtos de peças específicas, como faróis de LED e módulos eletrônicos, além de ocorrências tradicionais, como roubo e colisões.

Por fim, a especialista aponta que eventos climáticos extremos também passaram a pesar na decisão de contratação do seguro. Chuvas intensas, enchentes repentinas, queda de árvores e granizo são fatores que vêm sendo considerados pelos motoristas na hora de proteger o veículo.

“Hoje, o seguro não é procurado apenas por causa de roubo ou colisão. Existe uma preocupação crescente com eventos climáticos e com os custos de reparação. Isso amplia a procura por coberturas mais completas e reforça a importância do seguro como instrumento de proteção patrimonial”, afirma Gabriela Nóbrega.

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