Em alusão ao Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência, a Universidade Federal de Sergipe (UFS), por meio da Pró-Reitoria de Ações Inclusivas (PROAAI) e da Coordenação de Ações Inclusivas (COAI), realizou na segunda-feira, 21, a ação “Vivências Paradesportivas”. A atividade aconteceu no Centro de Vivência da UFS, e integrou a programação da campanha institucional setembro verde. A iniciativa buscou aproximar a comunidade universitária das modalidades paradesportivas e promover uma reflexão sobre acessibilidade, respeito e participação por meio do esporte. A programação contou com a parceria do professor Dr. Marcelo Haiachi, do Departamento de Educação Física (DEF/UFS).
Mais do que apresentar modalidades adaptadas, a ação proporcionou aos participantes a experiência de diferentes práticas esportivas, evidenciando como adaptações e recursos de acessibilidade podem ampliar a participação de pessoas com deficiência. A proposta também contribuiu para desconstruir barreiras e estimular uma percepção mais ampla sobre as possibilidades oferecidas pelo esporte.
Para a pró-reitora de Ações Inclusivas, Marília Cavalcante, essa ação “é muito importante trabalhar ações relacionadas às pessoas com deficiência e principalmente no dia 21 de setembro, que é o dia de luta da pessoa com deficiência, mostrando a importância da pessoa estar em todos os lugares, seja ele no esporte, nas áreas de educação. Essa atividade pode trazer uma sensibilização relacionada à diversidade, principalmente para os discentes de Educação Física, que estarão diretamente ligados à diversos públicos”.
Marcelo Haiachi, professor do Departamento de Educação Física da UFS, contou que o esporte é um espaço para aprendizagem sobre a diversidade existente na sociedade. “Para ser um bom profissional, não há melhor aula para um discente do que a aula prática, onde ele trará todos os ensinamentos vistos na sala de aula. Então, essas atividades que não são práticas esportivas, são vivências esportivas, conseguimos apresentar algumas vivências que eles podem utilizar na rotina, assim que saírem da universidade”.
“O objetivo principal é justamente que as pessoas mudem o olhar em relação à deficiência, porque nós temos uma sociedade diversa, e a partir disso, vivenciarmos ela de verdade. Então essa atividade e vivência da disciplina, eles podem modificar o olhar em relação ao que é diferente, e demonstrar para a comunidade acadêmica, que o Departamento de Educação Física tem atividades que possam ajudá-las no seu desenvolvimento, não só como atletas, mas também como indivíduos que cuidam um pouco da sua saúde e se desenvolvem”, completou.
Helena Souza, discente do curso de Educação Física da UFS, ressaltou que além de uma proposta de evento extracurricular, o momento proporciona uma atividade adaptada para pessoas com deficiência, aumentando a integração e aprendizado. “Existem diversos esportes que podem ser apresentados para pessoas com algum tipo de deficiência, a bocha que é utilizada para pessoas com paralisia cerebral, tem também o jogo com bola com guizo, que são bolas que fazem barulho para pessoas com deficiência visual, onde elas podem se orientar por meio do barulho. Então, para nós estudantes, é uma oportunidade de vivenciar diferentes formas do esporte, e levar para a prática, o que aprendemos na teoria”.
Ao levar o esporte adaptado para o cotidiano da comunidade acadêmica, a universidade amplia o debate sobre inclusão e destaca a importância de garantir condições para que todas as pessoas possam participar de atividades esportivas, culturais e sociais.
A ação materializa o lema “Esporte também é direito de todos!”, destacando o esporte como instrumento de inclusão, respeito e ampliação de possibilidades. A iniciativa integra as ações do Setembro Verde na UFS, campanha que busca fortalecer a conscientização sobre os direitos das pessoas com deficiência e incentivar a construção de uma sociedade mais acessível e inclusiva.






