Despesa pública do país atinge R$ 3,3 trilhões em 7 meses

Dados parciais da plataforma Gasto Brasil revelam que a despesa pública primária brasileira, em 2026, atingiu R$ 3,3 trilhões desde 1º de janeiro, conforme levantamento realizado às 11h desta segunda-feira (3). De acordo com o levantamento, somente o Governo Federal totalizou mais de R$ 1,5 trilhão em despesas no período avaliado, o que equivale a cerca de 46% do Gasto Brasil. Já os estados desembolsaram R$ 892,9 bilhões, enquanto os municípios chegaram a R$ 875,5 bilhões.

Lançamento na Câmara

Para ampliar a divulgação dos dados sobre despesas públicas, a CACB e a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) farão o lançamento do “Painel Gasto Brasil” na Câmara dos Deputados, no dia 11 de agosto.

Na ocasião, serão lançadas novas funcionalidades na plataforma para aumentar ainda mais o nível de transparência de dados para a população, com recortes econômicos, valores mais detalhados por população, índice de qualidade da informação e outros dados relevantes.

A solenidade será às 15h30, no Salão Nobre da Câmara, com as presenças dos presidentes da CACB, Alfredo Cotait Neto, e da CNA, João Martins. Também haverá a exposição do “Painel Gasto Brasil”, que ficará até o dia 13 de agosto no Espaço Mário Covas.

Vigilância e transparência

Criada em 2025 pela Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB), em parceria com a Associação Comercial de São Paulo (ACSP), a ferramenta reúne informações online dos governos federal, estaduais e municipais sobre despesas com pessoal, previdência, encargos sociais e investimentos, incluindo obras, aquisição de imóveis e outros gastos públicos.

Para o líder nacional do associativismo e presidente da CACB, Alfredo Cotait Neto, é essencial que a despesa governamental seja acompanhada pela população por meio da plataforma como uma forma de vigilância do gasto do dinheiro público e de transparência de dados, dando suporte para a gestão fiscal.

“São dados que precisam ser acompanhados, permitindo que as pessoas possam cobrar do governo respostas quanto ao excesso de gastos, uma vez que a conta não fecha, pois há mais despesas do que arrecadação no país”, afirma Cotait.

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