Moradores do município de Aquidabã, na região do Médio Sertão Sergipano, estão intensificando as críticas contra o Governo do Estado pela falta de assistência de saúde na cidade. Durante diálogo realizado esta semana com o pré-candidato ao Senado Federal Eduardo Amorim (Republicanos), os pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS), lamentaram que a Unidade Básica de Saúde está fechada desde o ano passado e, quando os pacientes precisam de assistência, são obrigados a seguir para outras cidades da região.
Médico anestesiologista com atuação no Hospital de Cirurgia (HC), sobretudo com pacientes do SUS, Eduardo Amorim destacou que no estado de Sergipe mais de 85% da população possui este sistema como único meio de acolhimento especializado. “Tenho visitado inúmeros municípios e conversado com os sergipanos. O cenário da saúde pública é oposta daquilo que o governo tenta passar para o público geral através das peças de marketing. Em Aquidabã, os pacientes e familiares me relataram um conjunto de problemas, incluindo a indisponibilidade da Unidade Básica; isso é grave e precisa mudar”, afirmou.
Amparados por denúncias anônimas, no decorrer dos últimos quatro anos profissionais do Ministério Público Estadual (MPSE) realizaram fiscalizações na cidade, onde constataram, por exemplo, armazenamento inadequado do lixo hospitalar, ausência de contrato para manuseio e transporte dos resíduos, além da captação irregular de recursos hídricos. O Sindicato dos Médicos (Sindimed) e o Sindicato dos Enfermeiros (SEESE), também monitoram o serviço ofertado aos mais de 20 mil aquidabãense. Para Eduardo, é preciso que gestores públicos e parlamentares se unam para acabar com o sofrimento enfrentado pela população.
“Essas reclamações eu tenho ouvido na feira livre, nos mercados, em outros pontos comerciais, nas ruas e nas rádios. Também por intermédio da rádio Aquidabã FM fui questionado como podemos solucionar estes problemas, e ouvi algumas mensagens de áudio, encaminhadas pelos ouvintes. A população clama por assistência de qualidade, por saúde adequada, mas para isso é preciso investimento e gestão comprometida”, defendeu.






