Senador Alessandro Vieira anuncia neutralidade no segundo turno

O senador reeleito Alessandro Vieira (MDB-SE) anunciou que não apoiará nenhum dos candidatos à Presidência da República no segundo turno, marcado para o dia 25 de outubro. A disputa será entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). Em nota pública, o parlamentar afirmou que os dois candidatos não representam o projeto de país que considera necessário para enfrentar os desafios atuais e garantir o desenvolvimento econômico e social do Brasil. Para ele, a disputa eleitoral foi reduzida a uma “medíocre disputa de rejeições”.

Alessandro Vieira criticou a falta de propostas que, em sua avaliação, sejam capazes de enfrentar problemas como a corrupção, o avanço das facções criminosas, a radicalização política e a desigualdade social, agravada pela precarização do mercado de trabalho. “Lula representa um projeto político que envelheceu mal e que não demonstra capacidade de reação. Flávio representa ao mesmo tempo um vazio de ideias e uma proximidade com ilícitos típica da política fluminense. Os dois arrastam para a presidência escândalos e práticas incompatíveis com a importância do cargo”, declarou.

O senador também afirmou que não considera razoável escolher um candidato apenas pela rejeição ao adversário. Por isso, decidiu manter uma posição de neutralidade no segundo turno, sem deixar de se comprometer com a atuação parlamentar. “O eleito, seja quem for, contará com a minha ajuda para todos os projetos que possam melhorar a vida dos brasileiros, especialmente dos sergipanos, ao mesmo tempo em que terá a minha oposição aos erros e maus projetos”, afirmou.

Ao final da nota, Alessandro Vieira informou que o diretório do MDB ainda não havia definido um posicionamento sobre a disputa presidencial. O senador também defendeu a reconstrução do país por meio do diálogo e da união da população.“É preciso mobilizar a imensa maioria de brasileiros honestos e trabalhadores com base em construção e respeito e não em destruição e ódio”, concluiu. (JC)

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